cada vez mais eu chego numa conclusão de que a vida não tem a menor graça se a gente não tiver certas obsessões: arte, filmes, séries, livros, artistas, músicas... alguma coisa que nos atravesse e que escancare quem somos, sabe?
eu tô falando isso porque recentemente eu fui assistir hamnet nos cinemas e aquele filme me tocou de um jeito que só a arte consegue.
outro acontecimento é que o zayn malik está prestes a lançar uma turnê que vai passar pela américa do sul, a lançar músicas novas e muito provavelmente um álbum novo.
eu. tô. surtando. eu acordo e durmo pensando na mesma coisa. essa sensação - ansiedade boa, adrenalina, coração a mil - é algo único demais. infelizmente por um bom tempo eu perdi essa sensação de vista.
vou explicar.
a minha adolescência foi boa até certo ponto, e coincidentemente foi até os meus 13 anos. na época eu não tinha 100% de entendimento sobre algumas questões envolvendo os meus pais e a vida ao meu redor, então lembro com muito carinho de certas obsessões que eu tinha e do quanto aquilo me fazia bem.
a partir de um dado momento eu tive que apenas pensar em sobreviver. isso teve um impacto: fez eu me afastar de muita coisa que eu gostava. mal eu sabia que, anos depois, isso tudo me traria um esgotamento mental e viveria uma fase extremamente difícil da minha vida.
depois que saí de casa percebo um movimento que venho fazendo em tentar me reconectar com algumas coisas que deixei pra trás, e até mesmo descobrindo novas coisas e novos gostos.
a liberdade é algo lindo. 🦋
confesso que esse processo tem sido mágico! tem momentos que paro e penso "porra, tenho 25 anos, parece que eu perdi muita coisa por estar presa em algo maior!". mas acho que no final das contas o que importa é o hoje, e olhar pra trás pode não me ajudar em muita coisa.
sempre é tempo da gente fazer o que nos faz bem. eu tô feliz por estar aqui, agora, acompanhando essas coisas acontecerem e poder me sentir mais viva do que nunca.