Como descrever esse filme?
Ele acertou em cheio o mais profundo em mim.
Eu, como fotógrafa e como pessoa.
É lindo ver a forma como a fotografia é retratada não só como registro, mas como presença, mas como também nos faz entender que nem todo momento precisa ser capturado, apenas precisam ser vividos.
Walter vivia por sua mente e esquecia de viver de verdade, de arriscar e explorar o que de fato a vida poderia lhe oferecer.
É lindo acompanhar esse despertar acontecendo aos poucos. Sem pressa, sem grandes discursos, só pequenas atitudes que vão mudando todo o curso.
A busca pela foto acaba sendo, no fundo, uma busca por si mesmo. Esse filme não grita, sussurra calmamente e quando você vê, já está imerso nele, refletindo sobre si mesmo, sobre o que de fato você dá importância e também sobre o quanto é importante registrar os momentos sem que isso nos impeça de realmente vivê-los.