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Public ・ 2025.12.16

2025.12.15 (Mon)
acho que a última vez que eu chorei tanto ao ponto de ter que parar e fechar o livro pra me recuperar foi quando eu tinha meus 13 anos lendo a culpa é das estrelas pela primeira vez. aqui, não foi um choro muito demorado, mas foi intenso, genuíno. eu já vi o filme duas vezes, sabia exatamente o que ia acontecer desde a primeira página (e convenhamos, acho que mesmo quem não conhece a história consegue saber desde a primeira página), mas nada nos prepara pra encarar de fato o momento em que acontece. é como a tori spring diz em um ano solitário: "quando você assiste a um filme, é meio que alguém de fora olhando para dentro. com um livro... você está bem ali. você está ali dentro. é o personagem principal." isso é verdade com qualquer livro, mas principalmente aqueles escritos em primeira pessoa, e por lugares incríveis é um desses livros. por ser escrito a partir dos povs dos dois protagonistas em alternância, eu sou ao mesmo tempo violet e sou finch, todas as versões de finch. os sofrimentos e traumas dos dois são meus também. os pensamentos, as memórias, os momentos que passaram juntos, tudo meu. porque eu li tudo acontecendo ali, em primeira pessoa, saindo da página direto pra minha mente. como em dulce maria cardoso, "tudo que não vivi, li". por ser um livro sobre adolescência e sobre os sofrimentos dessa idade, é muito fácil se identificar com pelo menos uma coisinha de finch ou violet. eu me identifico com várias. e chegar nesse ponto do livro, lendo em primeira pessoa o que passa na cabeça da violet, eu sei que eu me sentiria da mesma forma. e me sinto, agora, porque eu sou ela, porque eu estou lendo e estou vivendo a história dela na minha cabeça. e dói tanto. acho que eu também vou acabar enlouquecendo de tanto viver os livros que leio, assim como o doidinho do hospício da dulce maria cardoso.