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Public ・ 02.07

2026.02.06 (Fri)
Oi. Hoje eu tive que ir ao banco. Cheguei 11:44 e saí 14:21. Sim, isso mesmo. Quase duas horas e meia da minha vida evaporaram. E tudo isso pra no final a atendente… apertar um botão. Enquanto eu estava lá, sentada, olhando pro nada, observando o vai e vem das pessoas e sentindo minha paciência escorrer pelo ralo, eu vi uma notícia que me fez parar pra pensar. Era algo assim: “Em Stanford, quatro pesquisadoras criaram o ‘Garmin da menstruação’. Um dispositivo capaz de rastrear o ciclo menstrual feminino de forma fidedigna, sem precisar de exame de sangue. A relevância disso está no fato de que os métodos atuais são desconfortáveis e inconvenientes, como furar o dedo ou fazer coleta de sangue. Por isso, poucas mulheres conseguem acompanhar seus hormônios de forma constante.” E aí, no meio daquele banco, esperando minha senha, tudo fez sentido. No fim das contas, tudo isso fala sobre a mesma coisa: tempo. Ou melhor… sobre como a gente não tem mais paciência pra nada. Já reparou nisso? O que antes era um “vou ali rapidinho e já volto” hoje virou um drama só de pensar em esperar. Esperar fila, esperar atendimento, esperar resposta, esperar qualquer coisa. Parece que o simples ato de esperar virou quase ofensivo. A gente quer tudo agora. Ou, no máximo, em cinco minutos. E as empresas sabem disso. Sabem muito bem. Por isso tudo tem versão online. Banco online, mercado online, médico online, terapia online, tudo online. Não é só comodidade, é sobrevivência. Eles entenderam que a nossa maior preguiça hoje não é fazer as coisas, é perder tempo. E olha como isso conecta com a notícia: acompanhar hormônios exige tempo, esforço, desconforto. Furou o dedo? Já perdeu a pessoa. Exame de sangue constante? Nem pensar. Então vem a tecnologia e fala: “calma, eu resolvo isso pra você”. Menos espera. Menos esforço. Menos incômodo. Enquanto isso, eu estava lá. Presa numa fila física, num sistema lento, esperando alguém apertar um botão que provavelmente poderia ter sido apertado por mim mesma em algum aplicativo. É estranho pensar que, ao mesmo tempo em que a tecnologia avança pra facilitar coisas super complexas, a gente ainda perde horas com coisas simples. Parece que o mundo anda em velocidades diferentes ao mesmo tempo. Talvez o problema não seja só a falta de paciência. Talvez seja o contraste. A gente se acostumou com a rapidez em quase tudo, e quando algo não acompanha esse ritmo, parece insuportável. No fim, eu saí do banco com o problema resolvido e uma certeza: hoje em dia, tempo virou moeda. E ninguém quer gastar essa moeda esperando. E você? O que foi a última coisa que te fez pensar “cara… eu perdi tempo demais com isso”?