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Public ・ 02.22

2026.02.22 (Sun)
oi Hoje o assunto é frustração. E não aquela frustração pontual, tipo “ah, meu pedido atrasou”. É frustração de longa data. Daquelas que acompanham a gente desde cedo. Eu sempre fui frustrada. Dentro de casa, fora de casa. E eu nunca fiz muita questão de esconder isso. Eu falo. Eu deixo escapar. Eu deixo transparecer. E sim, as pessoas estranham. Principalmente quando eu não me seguro pra falar. Mas a real é que eu já sou tão frustrada que não me segurar não chega nem perto do que eu realmente queria dizer. O filtro que as pessoas acham que eu não tenho? Ele existe. Só é muito mais pesado do que imaginam. Eu nunca fui de brigar. Nunca fui de gritar, de fazer escândalo. Mas eu também nunca fui de deixar passar. Você conhece essa sensação de engolir coisa demais e decidir que algumas você simplesmente não vai mais engolir? Quando eu digo coisas como “aproveita seus amigos” ou “aproveita sua família amorosa”, eu falo muito sério. Não é frase bonita. Não é conselho genérico. É aviso. É experiência. É coisa que eu aprendi do jeito difícil. E o mais frustrante é que, na maioria das vezes, as pessoas não escutam. Elas concordam com a cabeça, dão um “é verdade”, e seguem fazendo tudo igual. Até perder. Até mudar. Até doer. E aí lembram do que eu disse, tarde demais. Eu não queria ser tão frustrada assim. De verdade. Porque isso me afeta em várias áreas da minha vida. Afeta meu jeito de falar, meu jeito de me relacionar, meu jeito de reagir. E é um peso que poucas pessoas realmente entendem. Às vezes eu sinto que pareço intensa demais. Sincera demais. Direta demais. Mas isso não vem do nada. Vem de um acúmulo enorme de coisas não resolvidas, de expectativas quebradas, de situações que nunca foram do jeito que deveriam ter sido. E sinceramente? De todas as pessoas com quem eu já conversei sobre isso, que não foram muitas, uma disse que entendeu. Uma. E até hoje eu não sei se ela entendeu mesmo… ou se só soube ouvir melhor. Você já sentiu que ninguém realmente entende o peso de algo que você carrega? Talvez a pior parte da frustração não seja sentir. É ter que explicar. É perceber que, mesmo explicando, quase ninguém alcança. Então hoje não é um texto com solução. Não é um texto otimista. É só um registro. Porque às vezes escrever é a única forma de não explodir. E talvez admitir que a frustração existe já seja um começo mesmo que ela ainda não vá embora.