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Público ・ 02.12

2026.02.12 (Thu)
oi Hoje eu tô cansada. Mas não é aquele cansada “ai, preciso dormir 8 horas”. É aquele cansada que parece que o dia inteiro sentou em cima de você. Talvez tenha começado no banco. Sim, eu estava lá de novo. Pelo mesmo problema. Porque sim, eu consegui fazer merda de novo. Eu já cheguei andando, voltei andando, fiquei esperando, resolvi (ou quase), e voltei pra casa já com aquela sensação de “não aguento mais resolver coisa chata”. E parece que banco tem um dom especial de sugar energia vital, né? Cheguei em casa e pensei: agora eu descanso. Descanso nada. Tive que lavar a cozinha. E claro que deu muito mais trabalho do que eu achei que daria. Sempre é assim. Você começa achando que vai ser rápido e, quando vê, já tá suando, irritada e questionando as próprias escolhas de vida. E aí vieram mais problemas. E mais problemas. E mais um. Porque aparentemente hoje era o combo completo. Agora eu tô aqui. Jogada na cama. Exausta. Com aquela sensação de que meu cérebro não quer mais processar nada. E no meio desse cansaço físico, veio o pior tipo de cansaço: o emocional. Eu queria estar conversando com uma pessoa específica. Queria mesmo. Queria aquela conversa leve, aquela troca, aquele mínimo de interesse genuíno. Mas, em vez disso, eu tô recebendo migalhas de atenção. E isso cansa. Não é a primeira vez que eu converso com ele sobre isso. Não é a primeira vez que eu falo como me sinto. E, sinceramente, eu tô cansada de ir atrás. Cansada de promessas. Cansada de “eu vou melhorar”. Cansada de sentir que eu tô sempre pedindo o mínimo. Às vezes dá uma vontade absurda de simplesmente aceitar que talvez eu vá morrer sozinha. E pode parecer dramático, pode parecer melancólico demais. Mas não é desespero. É exaustão. Eu já namorei. Já entrei em vários relacionamentos. Não sou inexperiente. Não sou ingênua. E talvez seja exatamente por isso que dói mais. Porque em todos eles, eu fui a primeira. Sempre a primeira a mandar mensagem. A primeira a puxar assunto. A primeira a demonstrar interesse. A primeira a tentar resolver. A primeira a insistir. E quase nunca recebi isso de volta. E sabe o que mais cansa? Não é nem a falta de resposta. É perceber que eu já tô prevendo o padrão. Que eu já sei como termina. E mesmo assim, eu ainda preciso passar por isso. Hoje eu tô cansada de ir até o banco. Mas eu também tô cansada de ir atrás de gente. E talvez o pior seja perceber que eu não queria estar desistindo. Eu só queria, pelo menos uma vez, não ser a única tentando. Será que é pedir demais querer reciprocidade sem precisar implorar por ela? Enfim. Hoje eu tô cansada. E espero que amanhã eu acorde menos.