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2026.09.13 (Sun)
Ontem, no sábado à tarde eu e minha família (composta por quatro pessoas) fomos em um aniversário infantil de uma antiga colega da minha mãe. De repente, eu estou me sentindo levemente feliz por algo um pouco estranho(?). Durante a minha vida inteira, sempre fui muito acostumada com festas e resenhas dos adultos. E para explicar melhor, eu basicamente por muitos anos era a única criança no meio. Tudo porque a minha mãe foi a primeira a ter filho, e olha que ela engravidou com 26 anos. Eu não fui realmente a primeira a nascer, mas o que aconteceu foi bem simples. Minha mãe e meu pai tinha um casal de amigos que sempre foram muito próximos, meio que nunca mudava os quatro, apenas acrescentava algumas pessoas ao redor. Porém, a Cássia e o Derveson (o casal mais próximo dos meus pais) demoraram muito para ter filhos. Acho bonito como a minha mãe de uma forma louca consegue segurar as amizades de infância dela de forma tão natural. Isso genuinamente me fascina, e ela diz que nem sente falta. Mas, a minha mãe teve um privilégio em ter crescido em uma rua sem saída, e simplesmente os amigos de infância dela permanecem nessa rua até os dias atuais. Eu não moro nessa rua, quem mora são meus avós. A minha rua em termos de crianças sempre foi um deserto. Para não ser tão negligente, na minha infância eu tive um curto grupo de amigos que moravam na mesma rua. ela é muito grande e cada um morava em um pedaço, porém existia dois que eram meus vizinhos (um do lado direito, a outra do lado esquerdo) Flávio e Melissa, tinham tudo para serem mais próximos de mim, né? Lembro que cheguei até a estudar na mesma escola que a Melissa, e íamos para escola juntas. Mas, sinto que nenhum deles me deram uma liberdade total para sermos amigos, de alguma forma isso me deixa triste. Sobre o Flavio sei nada mais dele, quase nunca vejo. A mãe dele faleceu e de repente ele também sumiu, não o culpo por isso. Enquanto a Melissa, a gente se afastou de repente, as vezes eu vejo ela indo para escola enquanto eu to chegando… Além dos dois, havia mais 2 ou 3. Um era ruivo, morava mais afastado, mas na mesma rua também nunca mais o reencontrei, sério não faço a mínima ideia de como ele pode estar e inclusive lembro que uma vez briguei com uma prima dele rs. O outro eu o encontrei recentemente dentro da estação, parecia que estava voltando de um trabalho até porque ele era o mais velho de nós. o Terceiro, não o considero muito como do grupo, mas ele era muito próximo do Flavinho, talvez ainda seja. E já entrei uma vez na casa dele. Com amizades de rua, na minha própria rua não tive tanta sorte. Porém, por um curto período de tempo eu frequentava bastante a praça que tem na esquina da minha casa, fez com que eu conhecesse algumas pessoas do meu bairro. Nunca fui de andar ao redor do meu próprio bairro. Na rua de baixo tem uma rua muito feia, meus pais dizem que moramos em uma divisa de uam favelinha, mesmo que quando eu digo aonde moramos ninguém se importa que minha rua seja considera boa, por não existir problemas com som, vizinhos chatos, casa feia, etc, etc.. Na rua de cima é meio que um centrinho bem murchinho, tem um mercado, um açougue, uma farmácia, aquelas loja que vendem frutas e legumes, uma escola, uma papelaria. Um centrinho murcho. O lugar que eu mais passei, foi na rua da minha avó, a mesma rua sem saída que a minha mãe cresceu. Hoje não tenho contato com meus amigos daquela época, tenho o Instagram de uma garota. Sei que recentemente um amigo meu daquela epoca sofreu um acidente e perdeu a namorada, isso estranhamente mexeu comigo. Talvez, porque eu nunca tive uma “oportunidade” de sentir como é o luto, claro que sim morreu parentes… mas ninguém realmente importante para mim. Talvez, a mais importante foi a minha bisavó, mas ela morreu quando eu era muito criancinha, não tenho grandes recordações. O que mais tenho certeza, é que quando vejo alguém falando de uma perda muito grande, me causa uma forte sensação de empatia porque realmente me coloco naquela sensação. Não gosto de pensar em alguém próximo morrendo, mas sei que essas coisas acontecem. Meu medo é começar a perder todas as pessoas que amo ao mesmo tempo. Hoje acordei de madrugada me lembrando de um falecido amigo dos meus pais, quando ele morreu também era pequena de certa forma para realmente entender o que aquilo significava. Mesmo que eu não tenho recordações de tudo, até porque não passei a minha vida inteira colada nele, mas sei que existe muita coisa legal. E ontem, na festa a viúva dele, amiga de longa data dos meus pais, apresentou um novo namorado. Não acho errado, ele morreu há anos. Mas, de repente me surgiu uma tristeza e uma amarga lembrança. Definitivamente a vida seria melhor se as pessoas tiverem um prazo mínimo para todas viver, ou talvez seja egoísmo da minha parte, considerando que existe milhões de pessoas que por razões diferente não desejam viver nem mais um segundo. Não sou eu que determino as leis da natureza, um grande alívio né? Hoje de forma mais inconsciente do que nunca, noto que a minha mãe e meu pai sempre foram grandes fãs do conforto. Eles moraram sempre, a vida inteira no mesmo lugar. Minha mãe trabalhou quase 10 anos em uma lojinha de roupas no Bom Retiro. E quase 20 anos na Porto Seguro. Meu pai desde dos 9 anos trabalha como motorista, e diz que é a única coisa que sabe fazer. Não escrevo para criticá-los, mas escrevo para trazer a mim uma própria consciência. Não quero viver como eles, quero conhecer o mundo, vários hobbies, desejo ter vários namorados, vários serviços, milhares de colegas… Quero viver em constância mudança com meu ciclo da vida. Por outro lado, receio que alguém como eu que sou tão apegada a família e amigos, sofra. Porque, enquanto você está fora do seu lugar, aos pessoas de lá continuam a vida e geralmente esquecem de você. Ah, só estou falando sobre isso porque vi um vídeo de uma moça falando que foi isso que perdeu por ter passado a vida viajando. Por hoje encerro aqui, abordei milhares de assunto que cercam a minha cabecinha. Talvez outra hora que me surgir a ideia, escrevo aqui.