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2026.07.15 (Wed)
Penso que a causalidade é a determinação na realidade. O que vem a ser indeterminado está fora da realidade. Sabemos que há um para além mas não podemos nos assegurar disso. A determinação na realidade vem da intencionalidade sensível dos seres. Essa tal experiência é compartilhavel e todavia unívoca. Como andar de costas. A realidade como entendo é indeterminação. A sua determinação advém da intencionalidade propositiva das próprias capacidades e possibilidades dos seres. Isto é a experiência da realidade, sua indeterminação, com a determinação própria de cada ser, advinda de suas capacidades e possibilidades, que se dão de maneira unívoca, ou seja: impossíveis de serem compreendidas como na experiência de quem as têm; abrem as condições para uma feição onde cada ser causalmente implica no direcionamento daquilo que antes de não sê-lo era indeterminado. Acredito que não somos absolutos, não somos nós princípios nem fins de tudo que há; somos capazes pelo progresso da nossa experiência na relação de determinação com a realidade de sermos para além do que se convenciona. Não penso mais que haja um Deus absoluto, princípio e fim de toda causalidade. Quando dizemos graças a Deus, estamos nos referindo a nós mesmos.