Sem opiniões pra dizer o quanto esse filme é perfeito, ele pode não ser uma biografia definitiva da vida de William Shakespeare e sua amada Anne Hathaway (ou Agnes Hathaway, irei explicar sobre por um momento) mas eu prefiro acreditar que isso é sua história.
O filme começa como qualquer conto Shakesperiano, começa como se tudo fosse maravilhoso e perfeito. William acaba conhecendo Agnes e se apaixonando por ela pelo seu jeito e ela também acaba se apaixonando por ele. William não era reconhecido por ser escritor e sim julgado por seu pai por não seguir o padrão (assim como sua própria história de vida). Conforme o tempo passa Agnes e William agora tem 3 filhos, Suzanne, e os gêmeos Judith e Hamnet, o filme retrata a vida da família de forma incrível, William ensinando os filhos a serem eles mesmos e Agnes sempre se dedicando à ensinar seus filhos tudo que sabe sobre ervas e plantas. E como todo conto de Shakespeare, tudo tem sua tragédia, o filme se passa (obviamente) durante a Era Elizabetana onde a peste bubonica era algo bem comum, e logo um de seus filhos Hamnet é contaminado com a peste e acaba falecendo e assim a tragédia enfim começa.
O filme sabe bem retratar a perda, o quanto deve ter afetado a família e principalmente William Shakespeare, que escreveu Hamlet como forma de relembrar seu filho eternamente (Pelo menos é o que eu quero acreditar). Mas algo que gosto bastante é como eles decidiram retratar também sobre a sua esposa, Agnes ou Anne Hathaway que muitas das vezes é esquecida pelos historiadores.
Algo com qual muitos, e eu também, fiquei em dúvida no filme foi o fato de que Anne se chama Agnes, mas depois de pesquisar bastante sobre descobri que é devido a um documento (se não me engano um testamento) escrito pelo próprio pai de Agnes/Anne onde ele a chama de: Agnes Hathaway, por mais que em outros documentos ela seja chamada de Anne Hathaway. Não há uma justificativa correta da razão dos dois nomes à ela, pelo menos, não até hoje.
Como uma fã de William Shakespeare (Por sinal preciso comprar o livro que tem todos os sonetos dele) fica aqui a menção:
" Ser ou não ser, eis a questão será mais nobre. Em nosso espírito sofrer pedras e setas com que a Fortuna, enfurecida, nos alveja, ou insurgir-nos contra um mar de provocações e em luta pôr-lhes fim? Morrer…"
William Shakespeare sempre será o maior escritor inglês de todos os tempos, e nada, jamais irá mudar isso.