Levei quatro dias para ler o livro.
Não estou escrevendo isso pra que vocês me achem muito ágil na leitura ou algo do tipo, até porque, não foi rápido. Quanto mais eu lia mais eu queria ler, mas consequentemente, quanto mais eu lia mais eu sabia que, em algum momento, aquilo acabaria. E é dessa mesma forma que eu via a minha vida; há quatro dias, ela logo acabaria, igual ao livro.
Acredito que seja por isso que eu gostei tanto do livro. Me identifiquei com Leah, nós duas estavamos conformadas que logo a morte chegaria, isso não nos machucava mais. Não, eu não tenho nenhuma doença terminal, nem sinal disso, mas desde pequena, eu sempre soube que morreria cedo. Confesso, a sensação não passaou de imediato ao terminar o livro, na verdade, não tenho certeza de que vá passar. Mas Leah me incentivou a lutar para viver, e fazer valer a pena, mesmo sem saber quanto tempo vou ter.
De hoje em diante, prometo para mim, para o meu futuro esposo, e para você que está lendo isso, que eu vou viver a arte de fazer o amanhã todos os dias da minha vida, até que tudo acabe.